terça-feira, 4 de outubro de 2011

Carreira no Exterior

Aproveitando o clima internacional... a felicidade e a satisfação de ter a oportunidade de participar mais uma vez do YAGP e de proporcionar essa experiência incrível há mais cinco (ou seis) bailarinos que acreditam em nosso trabalho, vou expor minha opinião sobre a tão sonhada carreira internacional!

Há quatro anos nós participamos desse grande evento, dessa grande vitrine para jovens talentos da dança que é o YAGP, portanto já fica claro que somos totalmente a favor da carreira e do estudo internacional, mas tudo tem um porém! Não basta ir para qualquer escola, só por ser uma escola do exterior. Os alunos devem se preparar, estudar, estudar, estudar e ter muita disciplina para estar preparado para absorver todos os ensinamentos que terão oportunidade de vivenciar.

O YAGP acaba proporcionando isso aos bailarinos, porque primeiro há uma seletiva, para a seletiva existe uma preparação, um sonho, uma meta, uma busca consciente atrás de um sonho, pois todos os alunos sabem que estão a passos de uma realização profissional e, além disso, estão tendo o orgulho de representar o nosso país.

Infelizmente o Brasil tem um pequeno mercado de trabalho para a dança e se torna menor ainda quando nós falamos em balé clássico! E assim jovens bailarinos vão procurando o seu espaço no exterior. É com muito orgulho que podemos dizer que temos dois alunos na Europa, Felipe Vieira já contratado trabalhando com grandes mestres da dança – (Manuel Legri e Elizabeth Platel) e Fernanda Lopes ainda na escola de John Cranko em Stuttgart! É isso que é muito gratificante vê-los estudar e continuar aprendendo com grandes professores, não só pelo fato de terem sido escolhidos entre muitos, mas por saber que estão em grandes escolas, que proporcionam aos seus bailarinos qualidade e boas condições de vida.

Ir para NY durante quatro anos, posso dizer, que ampliou nossa visão em relação a dança! É impressionante a estrutura da dança nos EUA e o quanto aprendemos com aulas nas escolas de lá. Mas posso dizer que mais impressionante foi o que aprendemos com nossa querida diretora artística Áurea Hammerli, não por ela ter tido uma carreira internacional, mas sim por ter tido uma carreira internacional com grandes mestres da dança. Aí está a diferença que queria chegar! Em toda a parte do mundo terão grandes escolas e escolas de qualidade inferior, não é porque o aluno vai para os EUA ou para a Europa que qualquer lugar é melhor que escolas do Brasil. Somos a favor de bailarinos irem em busca de grandes experiências em escolas que proporcionem isso... sair do Brasil só para dizer que tem carreira internacional para mim não tem valor, trazer apenas conhecimento cultural não faz evoluir a dança de ninguém.

Para quem perguntou sobre a ida dos bailarinos ao exterior, está aí nosso ponto de vista! Vale a pena ir e investir em carreira internacional desde que seja uma grande escola, com grandes profissionais e que os alunos estejam preparados para receber e entender todos os ensinamentos!

Além de tudo, estamos felizes e orgulhosos de representar o Brasil mais uma vez e saber que os alunos do Balé Jovem estão preparados tecnicamente para dividir os palcos americanos com bailarinos de todo o mundo!!!! "Assim vcs queridos alunos realizam os sonhos de vcs... e no meio do caminho acabam realizando os nossos..."

Sorte e sucesso a todos os participantes!!!!

3 comentários:

Evelize disse...

O Balé Jovem de São Vicente, através de suas professoras Geyssa Alencar e Sabrina Olimpio, tem um compromisso sério com todos os seus alunos, desde as pequeninas do Baby até os integrantes dos corpos de baile que arrasam nos festivais nacionais e internacionais.Há poucos anos a cidade de São Vicente despontou no ranking do balé clássico graças aos esforços desta escola. A seriedade do trabalho, o interesse em estudar e aperfeiçoar, o cuidado em multiplicar o conhecimento com os alunos e a humildade com que recebem tantos méritos são impressionantes.Não é tarefa fácil formar um bailarino e menos fácil ainda dividir com ele o desejo de se profissionalizar em boas escolas do exterior, e o B.Jovem a cada ano esta provando com excelencia que dividir sonhos e torna-los realidade é possível!! Parabens! Bravos!!

Silvana Santos disse...

Apoio a assino embaixo sobre a palavra de vocês! Fui bailarina e na minha época não existia essas oportunidades! Vejo hoje academias querendo dispachar seus bailarinos só para aparecer... para algumas só merecem o título "Exportadora"
Acho lindo o trabalho de vocês com os bailarinos no palco, acompanho há 3 anos apresentações de vocês e me emociono com as reportagens! Esta na hora de donos de academias colocarem a mão na cabela e pensarem em como um bailarino mal trabalhado irá sofrer sozinho em uma grande escola no exterior! Dinheiro não é tudo e não compra talento!!
Parabéns ao balé jovem por mandar jovens preparados para grandes escolas! Isso faz de vocês formadores de futuros GRANDES profissionais! Que Deus abençoe vocês nesse lindo trabalho!

Cássia disse...

"[...] sair do Brasil só para dizer que tem carreira internacional para mim não tem valor, trazer apenas conhecimento cultural não faz evoluir a dança de ninguém." Essa é a diferença entre o trabalho sério e o deslumbramento! Lindo ver como o ponto principal para vocês é a formação do bailarino. Se é aqui, lá fora, seja onde for, a grande questão é o ensino de qualidade, não as honrarias e o status. Por isso vocês só crescem, porque valorizam o que realmente importa. Parabéns é pouco para vocês.

Grande beijo.