domingo, 18 de agosto de 2013

Balé Jovem no G1


Bailarinas realizam sonho e farão parte de academias no exterior

Jovens vão estudar dança em universidades na Alemanha e EUA.
Bailarinas do Balé Jovem de São Vicente embarcam no fim deste mês


Duas jovens bailarinas de São Vicente, no litoral de São Paulo, estão prestes a realizar o sonho de qualquer pessoa que pensa em viver da dança. Elas ganharam bolsas de estudo em universidades de dança da Alemanha e dos Estados Unidos. Em poucos dias elas embarcam e contam que não pretendem voltar sem conquistar uma vaga em alguma academia.
Verônica Vasconcelos, de 18 anos, fará parte da Universidade de Mannheim, na Alemanha. Além de estudar balé clássico e contemporâneo, a jovem terá aulas de anatomia, história da dança, das artes, repertório, improvisação e outras matérias ligadas a dança. Ela conquistou esta bolsa participando de festivais. “Ela ganhou um festival no Brasil, onde conquistou uma vaga para poder disputar um festival em Córdoba. Em Córdoba, escolheram três pessoas para poder ir para a Suíça. Lá ela ganhou essa bolsa para a Alemanha. É uma continuidade dos estudos dela”, conta a professora de balé Sabrina Olimpo.
Verônica e Danielle participavam de festivais pelo Balé Jovem (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)Verônica e Danielle participavam de festivaispelo Balé Jovem (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)
Já Danielle Garcia, de 18 anos, embarca para os Estados Unidos para cursar dança na Mercyhusrt University. A bailarina conquistou a bolsa de estudos para a Universidade em uma audição durante o Youth American Grand Prix, que aconteceu em abril em Nova York. “Saber da oportunidade que vamos dar para elas, que não teriam se não fosse por meio da dança, sem falar na experiência que eles vão ter com o enriquecimento cultural dançando naqueles palcos maravilhosos. Eles voltam diferentes e servem de inspiração para os que ficam. Podem ver através deles que isso é possível. Não é mais um sonho. Se você trabalhar e se dedicar você vai conseguir”, diz a professora.
Para as meninas, a conquista desta oportunidade é a realização de um sonho. “Estou animada, ansiosa para saber como tudo funciona, conhecer a escola, os professores, os bailarinos. Com certeza é um sonho realizado. Eu pelo menos sempre trabalhei para conseguir ir embora e viver da dança no exterior. A gente trabalha desde pequena para conseguir alcançar um objetivo”, afirma Verônica.
Meninas vão lutar por vagas em academias de dança (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)Meninas vão lutar por vagas em academias de
dança(Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1)
A jovem, que vai para a Alemanha, conta que já está se preparando para os desafios. “Fiz algumas aulas de alemão, para conseguir falar o básico, por sobrevivência”, brinca. A amiga Danielle, que vai para os Estados Unidos, conta que teve que fazer um teste de inglês, o Toefel, para ser aprovada na universidade. “Já estudava inglês antes. Na minha casa é regra. A pessoa faz um esporte ou arte, inglês e escola”, conta.
Para Danielle, a chance de estudar balé no exterior é o primeiro passo para uma carreira. “A gente batalha aqui o ano todo para chegar à audição e festival, e conseguir algo deste tipo. Sempre que vamos para festivais estamos sempre sendo avaliadas individualmente. Às vezes a gente recebe só a vaga, mas aí não consegue se sustentar, então ficamos esperando a oportunidade de uma bolsa. Terminando a universidade nosso objetivo é entrar em uma companhia ou você faz outras audições lá por perto. No Brasil a gente tem poucas companhias que apóiam. Aqui é muito difícil”, afirma a bailarina.
O esforço das dançarinas foi recompensando. Elas contam que treinam balé todos os dias, das 15h30 às 20h. Em épocas de apresentações, o treino segue para os fins de semana e feriados. Para a professora de balé Geyssa Alencar, esta é uma oportunidade de profissionalização. “As meninas, quando concluem os nove anos de balé se perguntam: O que vou ser agora? Vou ser médica, jornalista? Nos questionávamos se, depois de tantos anos de estudo, não poderíamos ter o balé como profissão. Para a gente é maravilhoso ter esse meio de transformar em oportunidade a dança deles. É um orgulho para a gente”, finaliza a professora.
Jovens praticam mais de quatro horas de balé por dia (Foto: Anna Gabriela Ribeiro/G1 )
















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